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É possível ter eficiência de forma humanizada?

A busca pela eficiência.

Vivemos na era do “Propósito”, onde pessoas e empresas buscam entender a Razão da Sua Existência, desenhando estratégias para convergir os ideais das empresas, líderes e liderados.

Nesse cenário motivacional complexo e volátil, a busca pela eficiência se intensifica e entra em cena uma abordagem inusitada em outrora: será possível realizar eficiência, reduzir custos e alavancar receitas, de forma humanizada e encantadora?

Filosofia de Gestão (FG), metodologia desenvolvida por Márcio Fernandes, garante que sim.

O fator que deve ser entendido como uma virada de chave para muitas estratégias é o COMO.

Naturalmente para se realizar um trabalho de eficiência, é preciso procurar caminhos para se fazer mais, com menos e melhor. Mas como engajar os times para se alcançar um objetivo que pode refletir inclusive na redução do quadro de pessoas?

O primeiro passo para engajar é garantir a participação de todos.

Segundo a FG, essa etapa começa com uma construção coletiva, onde são mapeados os processos começando com uma escuta por quem executa, trazendo questionamentos iniciais: faz sentido para mim (executante) e faz sentido para a empresa (demandante)?

Caso haja uma resposta negativa, deve-se buscar o sentido para a parte discordante e caso haja uma dupla negação, o processo necessita ser rapidamente repensado, ou até extinto.

Após a definição das frentes de trabalho, a próxima etapa é novamente um design de processos que envolva de fato todos os atores que participam (direta e indiretamente) da execução. Nesse momento, conhecimentos e ferramentas externas são bem vindas, como especialistas nos tópicos técnicos ou modelos matemáticos e estatísticos que possam trazer velocidade em testes de hipótese.

Mas não se iluda, a inteligência não está na complexidade ou beleza de uma ferramenta poderosa, mas sim nas pessoas, de carne e osso, que conhecem, praticam no dia a dia, e serão responsáveis por qualquer nova abordagem ou estratégia.

A construção avança, um novo modelo é estabelecido com restrições atendidas e expectativas superadas. A partir daí ecoa o questionamento que os envolvidos mais temem: para onde vai a eficiência criada?

Humanizando o processo

Não há segredo para um redesenho eficiente, muito provavelmente irá “sobrar homem hora”. Como fazer nesse momento para persistir em uma abordagem humanizada?

Por não terem o hábito de ouvir rotineiramente os colaboradores, as empresas, representadas por seus líderes, acabam acreditando que conhecem os anseios de seus colaboradores, ou até, que todas as pessoas estão confortáveis em sua condição atual.

Aqui entra um trabalho personalizado e humano: como conectar o novo modelo com os anseios já existentes nos times.

Se por um lado uma área pode ser reduzida, na complexidade de uma empresa, outras áreas podem estar precisando de talentos. Outro exemplo é para um trabalho de redesenho de logística operacional: nesse momento é bem vindo por exemplo o programa “de volta para casa”, para colaboradores que em algum momento se distanciaram das cidades de seus amigos e familiares e gostariam muito de voltar. Ainda para materializar o conceito, uma conexão entre PDVs (programas de demissão voluntária) e frentes de eficiência, podem fazer muito sentido para todos.

Sempre é possível ser humano, encantador e conectado, basta lembrar que o foco deve ser no COMO e não no O QUÊ. As pessoas precisam ser respeitadas, ouvidas, cuidadas e se sentirem parte do todo. E aí, está preparado(a) para o desafio?

Artigo escrito por João Fontão
Executivo na Thutor

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